AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO NA CONSULTA POPULAR É DESTAQUE EM PROGRAMA DE RÁDIO

A Consulta Popular 2018, que escolhe os projetos prioritários a receber recursos do governo do Estado, obteve aumento da participação cidadã na votação digital. Na votação de 26 a 29 de junho, foram registrados 795 mil votos nos 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) do Estado, 95 mil a mais do que no ano passado. O tema foi tratado pelo secretário do Planejamento, Governança e Gestão, Josué Barbosa, durante entrevista ao programa Governo em Rede, da Rádio Piratini, transmitido nesta quarta-feira (4).

O processo popular, que completou 20 anos, demonstra a capacidade de engajamento da sociedade gaúcha na tomada de decisão do que é importante para cada região. Com recursos de R$ 80 milhões no orçamento estadual para o próximo ano, os projetos mais votados são das áreas da Saúde (R$ 25 milhões) e Segurança (R$ 24 milhões). O restante foi distribuído em outros setores como educação, infraestrutura e programas sociais.

“Acredito que esse resultado está vinculado ao processo de entrega do governo do Estado. O valor que se colocou, certamente, é abaixo do que os Coredes gostariam de receber, mas é o que cabe no orçamento. É um compromisso muito firme do governador Sartori de que esse valor seja efetivamente pago às regiões”, afirmou o secretário.

Se comparado ao primeiro ano da gestão em 2015, a Consulta Popular contou com uma participação muito maior nos últimos dois anos. Em 2017, foram 700 mil votantes contra apenas 125 mil no primeiro ano de governo. Os projetos dedicados à agricultura familiar cresceram 33% em comparação com 2017. As solicitações de recursos para videomonitoramento também obtiveram crescimento.

“Os projetos são recebidos e os valores são desembolsados dentro do período combinado. Acredito que isso deu credibilidade à população e faz com que as pessoas se sintam mais motivadas para votar. O Rio Grande do Sul é pioneiro nessa ferramenta, que juntando a articulação do Corede com os recursos destinados às regiões, obviamente, atrai a atenção de outros estados brasileiros”, disse Josué Barbosa.

“O Corede tem esse papel de articulação entre governo e a sociedade local, como um trabalho de melhorias e redução das desigualdades regionais. A gente sabe que cada região tem suas particularidades, umas são mais desenvolvidas que outras, e o papel do Corede é esse: de fazer com que as necessidades locais venham à discussão. Essa é a grande ponte do governo com as regiões”, reiterou.

Crescimento do PIB

Pela primeira vez no ano após a incorporação da Fundação de Economia e Estatística (FEE) pela secretaria, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentou seu primeiro trabalho referente à economia do estado. Em junho, a divulgação do crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) do RS em 2017 surpreendeu pela primeira melhora após três anos de quedas consecutivas.

“Foi uma grata surpresa, apesar do número não ser tão grande. O RS segue na mesma balada da economia nacional, mas a gente percebe um pequeno aumento na nossa produtividade. Nós temos aqui a grande sorte de termos a economia forte, principalmente na questão agrícola que é o que tem dado força e estabilidade à economia, gerando empregos e fazendo que a gente permaneça arrecadando e dando conta do recado”, observou o secretário do Planejamento, Governança e Gestão.

A entrevista tratou também de assuntos como a ferramenta de monitoramento de ações e metas Acordo de Resultados; o programa de reciclagem de lixo eletroeletrônico do Executivo, o Sustentare; e o aplicativo Facilita RS. O programa Governo em Rede é transmitido todas as quartas-feiras e é apresentado pelos jornalistas Andréa Martins e Heron Vidal, da Secretaria de Comunicação.

Texto: Letícia Bonato
Edição: Gonçalo Valduga/Secom

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